quinta-feira, 26 de junho de 2014

Desafio!

Já vi há algum tempo no blog do Melvin e guardei o desafio para acabar mais tarde, ou seja, hoje! As regras eram: «Têm de dizer uma figura pública/famoso(a) que algum amigo, colega ou familiar tenha dito que vocês sejam parecidos, mas na realidade não têm nada a ver com aquele que vos nomearam.»


Eu acho que há tanta gente com grandes semelhanças com figuras públicas, mas eu nunca encontrei uma que eu realmente achasse que era parecida. Talvez seja um problema, nós nunca conseguimos achar-nos parecidos com nada, conhecemos demasiado bem a nossa expressão. Ainda assim, já me compararam com três actrizes, e não concordo com nenhuma das comparações.


Disseram-me que era parecida com a Saoirse Ronan mas não acho que tenhamos qualquer semelhança à excepção de sermos as duas loiras, mas nem o meu loiro é desta cor nem os meus olhos são azuis, por isso não sei.


Depois disseram-me que eu era muito parecida com a Alicia Silverstone. Eu nem fazia ideia de quem era tal pessoa, mas depois disseram-me que ela fez um filme nos anos noventa, Clueless, eu fui ver e no dia a seguir perguntei-lhes porque raio haviam eles de me achar parecida com tal personagem. Depois é que me esclareceram que não era a personagem em si mas a actriz e a fisionomia, que fazia muitas caretas e expressões como eu, o cabelo era muito parecido e os olhos. Se for pelas expressões, sim, ganha, o resto tenho dúvidas. Talvez deixe passar o cabelo.


Esta foi o cúmulo. Quando uma vez me disseram que eu tinha ares da Anne Hathaway eu ri infinitamente. Depois alguém juntou-a à primeira pessoa e disse "realmente, agora que falas" e eu ri ainda mais. Nem sei por onde começar com esta, mas é água e azeite. Desconfio que as duas pessoas estivessem com graves problemas oculares. Mas ganharam neste desafio, sem dúvida.



Façam vocês também para eu ver!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

FOTOGRAFIA || Humans Of New York

Não é uma página recente e talvez já a conheçam. Trata-se de uma página de Facebook dada pelo nome "Humans Of New York" onde são fotografadas pessoas completamente anónimas pertencentes a essa cidade fabulosa. Só por si esta página já seria um sucesso, na minha opinião como amante de fotografia e, especialmente, de retratos. Mas ainda melhora. Junto com a fotografia vem sempre algo que a pessoa fotografada disse. Pode ser um diálogo, pode ser um desabafo, vindo de uma conversa com o fotógrafo. Umas vezes fotografam casais e a citação que colocam é sobre eles, outras vezes é sobre o local onde estão e até pode ser sobre a própria história de vida da pessoa.

O que me fascina nesta página é que foi ao encontro daquilo que há muito penso; Todos os dias cruzamo-nos com dezenas, centenas de pessoas, chocamos com elas sem querer, esperamos na fila com elas, trocamos olhares com elas, esperamos pelo metro ou autocarro juntas mas não sabemos nada sobre elas. Estão no mesmo jardim que nós, são cidadãos activos na mesma história que estamos a viver mas cada um à sua maneira, sem fazermos qualquer ideia do que a outra pessoa está a viver, a pensar, a decidir. É um mistério da humanidade conseguirmos conviver com tantas pessoas sem sabermos praticamente nada sobre eles.

Esta página corta essa sensação. Atribui aos corpos e caras com que nos cruzamos uma personalidade e uma história. Deixam de ser figurantes nas nossas vidas para serem personagens activas, nas quais reflectimos nas suas palavras. Umas mais profundas que outras.

Vale a pena visitarem esta página e encantarem-se com as pessoas. Afinal, há certos pormenores da humanidade que valem a pena gostar! Deixo-vos aqui alguns exemplos do que podem encontrar!

"Diz-me uma coisa sobre os violoncelos que a maior parte das pessoas não saiba."
"Tens de lhe comprar um lugar se o levares contigo num avião comercial."
"A mãe tomou conta de mim enquanto estava doente por isso eu escrevi-lhe um postal mas a professora estava muito ocupada para me ajudar a escrever e então eu "escrevi" um desenho."
"Eu estive preso durante 8,5 anos por tentativa de homicídio."
"O que aconteceu?"
"Um gajo com uns 30 anos estava a assediar a minha irmã de 12 anos. Ele esperava por ela à entrada da escola e convidava-a para festas. Por isso eu tentei matá-lo."
"Que conselho darias ao teu eu de 18 anos?"
"Abre aquele café."
"Eu tive um ataque cardíaco no exacto sítio onde estás."
"O que queres ser quando fores grande?"
"Uma pessoa."

terça-feira, 24 de junho de 2014

AMOR || Traição


Demorei mais tempo a ponderar se havia de pôr este tema na etiqueta "Amor" do que propriamente escrevê-lo, uma vez que acho que os dois são azeite e água.
Começo este post referindo que nunca fui traída. Até podem me dizer que nunca temos certezas disso mas, please, nós temos sempre, somos mulheres. E sei que esta é uma situação em que verdadeiramente não tomamos uma posição até a vivermos, dizem. Bom, eu espero não a viver porque eu posso não saber o que é ser traída mas certamente eu sei da gana e orgulho que fazem de mim a Inês e acho que não iam gostar de a ver ao de cima.

Há algo numa traição que me repele. Em qualquer traição, amorosa em especial porque é um voto de fé. Mesmo sem casar, por mais novos que sejamos, amar é um voto de fé incalculável e precioso, que nem sempre temos noção desse peso. É confiar não só no amor do parceiro como também na sua paciência, na sua opinião, na sua capacidade de ser ouvinte e tolerante e na sua capacidade de encontrar soluções. Quando um destes votos falha é quando geralmente as complicações começam. E eu jamais perdoarei uma traição. Sei que não, eu garanto-vos que não.

Eu prefiro que ele chegue ao pé de mim e diga que já não gosta de mim. Eu prefiro que ele diga que o coração dele gelou e já não derrete com a minha presença. Eu prefiro que ele diga que já não sente desejo por mim, que a cor do meu cabelo e olhos já não tem o mesmo brilho. Que está fartinho de me ouvir, está cansado do facto de eu jogar basquetebol e de ter um curso diferente do seu. Eu prefiro que ele diga que eu sou uma verdadeira chata. Mas eu prefiro que ele seja honesto e mo diga na cara. Eu prefiro ter um momento sem chão, de lágrimas nos olhos e coração perdido do que vir a descobrir que ele me traiu. Do que ele me beijar com os mesmos lábios com que beijou outra ou que diga as mesmas coisas que disse a outra pessoa. Eu prefiro sofrer mais por ele ser honesto e dizer "eu quero acabar tudo" do que saber que ele andou a brincar.

E não é essa treta toda de "andaste a brincar com os meus sentimentos" não, não, meninas. Ele não andou a brincar com os vossos sentimentos, it is far more beyond. Ele andou a brincar com a vossa dignidade.

Sei que, se alguma vez ele me dissesse as coisas que escrevi lá em cima, eu ficaria de rastos. Eu iria para casa de corpo desfeito, iria comer quinze mil bolachas, achar os homens uns verdadeiros cretinos durante três meses e depois de alguns mimos de mãe, ia recuperar, devagar, mas recuperar.

Mas se me traísse? Não sei o que ia fazer, depende das circunstâncias. Se estivesse numa casa iria arremessar-lhe toda a mobília que estivesse ao meu alcance. Jarras, pratos, tudo. Cadeiras... Não pensem que não o faria. Quem faz passes longos de uma ponta do campo ao outro num treino, arremessa cadeiras sem medo nenhum. Se estivesse na rua ou demasiado perto dava-lhe o maior número de estalos que pudesse. Quem magoa a dignidade de uma mulher não pode chorar por um rasgão na pele. 

Acho que sou inflexível e não tenho problema com isso. Por mais que amasse, por mais que me custasse e soubesse que, mesmo depois de o "tentar" matar com jarros e pratos ele ia mandar-me mensagens derradeiramente apaixonantes sobre o quanto ele queria que eu o perdoasse, eu nunca iria conseguir. Nunca. Um dos meus livros favoritos fala de uma traição. A rapariga traída, a sua soulmate que teve apenas um one-night-stand e se sente horrivelmente arrependido. O livro todo dele a tentar reconquistá-la e ela inflexível. Para depois no fim ela o perdoar. Ainda é o meu livro favorito mas tenho dúvidas que seja por esta parte da história. Acho-me impotente para fazer o que ela fez. Eu jamais confiaria. Eu posso amar mas e o meu voto de fé? Irrecuperável. Voto de fé só há um.

É radical? É. Se é estranho ter uma ideia tão vinculada sobre algo que nunca vivi (graças a Deus?) Até pode ser. Pode acontecer e nós nunca podemos dizer nunca. Mas amo-me e tenho dignidade. E quem a pisa não merece o mínimo de amor. De ninguém.

NUTRIÇÃO || 8 em 10


«Sobre um determinado tema de Nutrição, se perguntarem a 10 pessoas, 8 terão uma opinião sólida e os outros dois vão ter opiniões divergentes. Esses dois é que são Nutricionistas.»
Vítor Hugo Teixeira - Nutricionista do Futebol Clube do Porto (em palestra)

De uma forma mais discriminada, o que ele quer dizer com isto, e que concordo, é que a nossa área tem um grande problema de certezas: não é política. Se vocês estiverem à mesa com um bando de pessoas e perguntarem algo sobre alimentação, todos vão formar opiniões, até porque houve alguém que tirou um curso de matemática espacial e isso tem sempre algo envolvido com alimentação - hão de reparar nisso, qualquer curso serve para ser uma base para falar de alimentação, estejam atentos a isso e confirmem -. Se perguntarem acerca das próximas eleições, um buraco negro se abre nas caras das pessoas e talvez até o do curso de Ciências Políticas se cale - até porque não teria com quem discutir -.
É fácil ter uma opinião sobre alimentação e nutrição e é fácil pensar-se que é uma certeza absoluta. Já dois nutricionistas, licenciados e aptos para a questão, têm diversas opiniões e comentários sobre este assunto. É fácil ir à net procurar coisas, é fácil perguntar a receita da W que emagreceu dez mil quilos porque comia isto e é fácil ir lendo que os verdes fazem bem e que por isso nós é que sabemos o que precisamos. É muito típico.

Aquilo que concluo é que vou ter uma força bruta com que trabalhar, um braço de ferro: eu não só vou ter de trabalhar com a pessoa como também vou ter de a reeducar, o que nem sempre é fácil. Eu não quero levantar muita poeira mas lembro-me do comentário anónimo que tive aqui sobre o jejum. Vou ter carradas de pessoas a pensar o mesmo como certeza absoluta porque os meus quatro anos de licenciatura não são nada comparados com a barriga da Emília que ficou lisa porque ela ficou uma semana sem comer (é mentira queridas, não caiam nessa) ou porque a revista Deolinda disse uma coisa que estava errada. Vai ser uma luta e tanto. Vou ter pacientes que querem emagrecer e fazer exercício mas não me dizem que fazem exercício e tenho de adivinhar, vou ter pacientes que me vão mentir a toda a hora que só comeram um bife do tamanho da minha mão quando comeram dois, vou ter pessoas a querer perder peso e a pensar em engravidar e não me dizem precisamente que querem engravidar e eu já sei que, basicamente, vou ter de escrutinar a vida inteira de uma pessoa porque os pacientes nunca contam tudo. E vou ter de andar ali: "Faz desporto? Quer fazer desporto? Quer engravidar? Tem algum problema?" e é a maior complicação porque muita gente acha que um nutricionista faz isto como se quisesse expor a vida da pessoa, quando o que quer é rentabilizar a taxa de sucesso. E ainda há os que desistem porque "Eu é que sei. O meu tio é que sabe. O meu cunhado, filho da madrinha da minha prima tirou um workshop de cozinha e ele sabe muito de nutrição". Não há coisa mais frustrante do que estarmos quatro anos a tirar um curso, mais um na Ordem e ainda nos passarem a etiqueta de otários porque a Cosmopolitan é que sabe. Ridículo.

O meu único apelo é que tenham cuidado com as formulas que adquirem sobre este assunto. É delicado e é a vossa saúde. É importante ter opinião sobre tudo mas, mais importante ainda, é saber os alicerces onde essa opinião está sustentada. E, na dúvida, há que saber a quem recorrer. Recorram a bons nutricionistas. Vejam se é NUTRICIONISTA ou DIETISTA (isto é outra conversa, mas vejam). Prefiram centros especializados. Não escolhem bons médicos para tratar da vossa saúde? Não vos disseram que com a comida não se brinca? Então não brinquem aos doutores com "especialistas" da alimentação.

Gostei muito da palestra que ele fez e abriu-me os olhos para este mesmo problema. Tenho de estar preparada para dizer "está errada". E tenho de saber argumentar. Tenho de saber ter paciência. Vai ser difícil.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

PRONTO A VESTIR || A Inês e um par de calças


Começo esta minha dissertação com um facto inegável sobre a minha pessoa:
tenho ancas e rabo. 
A verdade é que não nego ser a maior estrelicadinha do planeta, a maior canivete e magricela mas, queria Deus assim, o meu rabo e as minhas ancas não se quiseram juntar ao "team no curves" que paira no resto do meu corpo, cravando a atenção que as outras partes jamais terão. É inegável que digam o contrário.

Ultrapassada esta afirmação, vamos então passar para a verdadeira afirmação que interessa para este post: eu detesto comprar calças. Culpa? Da afirmação lá em cima.
Sei que não é uma opinião partilhada e que, para muitas mulheres, é a melhor parte de fazer compras: a textura das gangas e outros tecidos, a forma como assentam nas nossas pernas e fazem com que assumamos uma postura ou figura diferente, a segurança com que assentam no nosso rabo e metem tudo no lugar, os mil outfits (sim, eu escrevi outfits, fotografem isto porque tão cedo não se irá repetir e eu posso vir a apagar o post por engano) que vão combinar com as calças... Parece um sonho feminino, right? Para mim não. É uma luta constante por 4 partes da fisionomia feminina: umas calças que sirvam nas ancas, nas coxas, nos tornozelos e ainda que tenham a minha altura. Na maior parte das vezes, dois destes parâmetros têm de ir ao galheiro. Todas sabemos quais são.

Há uma proporcionalidade directa entre as minhas visitas a lojas para comprar calças e o meu ódio por elas: quanto mais vezes eu vou procurar calças para mim, mais certeza eu tenho de que as lojas nunca na vida viram a perna de uma mulher. É como as estátuas femininas de Michelangelo: vocês já viram a forma como ele representava as mulheres? Ninguém me vai tirar da cabeça que é ele que fabrica as calças.

Esta sou eu a entrar numa loja, à procura da ganga dos meus sonhos. Assim que a avisto, começo na demanda do número. Primeiro parâmetro: a anca. Tem de assentar na anca. E por isso não pode ser um número muito baixo. E é por isso que, ao experimentar um tipo de calça eu tenho de levar 15 mil números diferentes comigo.

E lá vou eu para os provadores. Primeiro o mais pequeno. E vamos rezar que não aperte na coxa que, Deus do Desporto foi querer, não é fininha. Passa? Não passa? Vamos tentar o número maior. Ups, passou na coxa mas cabiam 12 de mim iguais na anca. Desistimos das calças.
Procuro, então, outras do meu agrado. Processo igual. Agora sim, assentam magnificamente bem nas coxas, estão impecáveis nas ancas. O problema? Eu tenho tornozelos esqueléticos e tenho umas calças a nadar cá em baixo. Oh, e como o tamanho era maior, eu tenho calças infinitas a seguir ao meu pé que vou ter de estar sempre a dobrar se não quiser parecer um trolha com um calhamaço de calças na bainha.

Normalmente é aqui que eu tiro as calças na minha maior revolta e dou por mim frustrada. Toda a gente adora os fabulosos traseiros brasileiros ou as ancas espanholas, mas as fantásticas lojas de roupa ainda pensam que todas as mulheres do planeta são iguais a rectângulos. 

Podem dizer-me agora que há o modelo x na loja y e a nova colecção da w mas eu não quero saber! Eu sou mulher, eu tenho curvas e mereço ter umas calças que me assentem dos pés às ancas (e porque não cabeça) sem parecer que sou um homem das obras no fim. Sou pequena e tenho curvas! E irrita-me que só façam formas de calças (que são elásticas mas quem tem o mesmo problema que eu sabe que isso é uma treta) para quem tem 15 metros e não tem ancas. Ora!

Saio sempre na maior frustração quando vou comprar calças, especialmente quando tenho crises furiosas no provador, com mil calças espalhadas no chão e nenhuma que me faça sentir a maior Beyoncé. Aliás, eu penso que a Beyoncé faria o mesmo escândalo que eu com as calças porque também ela passará pelo mesmo. E é então que eu olho para as minhas velhas calças penduradas no provador, compradas numa maré de sorte entre as 20 mil calças que nunca gosto, que passaram no meu olho clínico e visto-as. Já assumem a minha forma e visto-as na perfeição. Assentam nas coxas e abraçam-me a anca. Fazem-me um rabo fabuloso e, por sinal e sorte minha, têm o comprimento mais que perfeito, no tornozelo. E olho para as outras calças "vêem? esta tem o que vocês nunca terão" e recupero a minha auto-estima. Pego na montanha de calças que vesti e devolvo-as ao rapaz que controla os provadores com um ligeiro prazer de que serão eles a arrumar. Fazem calças impossíveis para mulheres com curvas? Pois eu dou-vos mais uns minutos de trabalho a pô-las em cabides e no devido lugar. A derradeira vingança feminina.

Talvez com este post agora pensem que eu sou uma pessoa disforme, um quasimodo da parte de baixo, mas não se deixem enganar: eu adoro as curvas que tenho! Adoro o meu rabo e ancas e não os trocava por nada neste mundo! O que eu não adoro é não ter calças para os vestir!

O melhor que podia acontecer a uma mulher com uma perna esculpida era ter um alfaiate pessoal que lhe criasse AS calças: as calças que iriam sempre servir-lhe na perfeição.
A segunda melhor coisa que podia acontecer a uma mulher era ser a Beyoncé. Queria ver quem é que se recusava a refabricar umas calças sem formas para aquelas pernas de diva (com rabo brasileiro e ancas espanholas). Vamos aguardar milagres.

MÚSICA || The 1975


Os Arctic Monkeys e os Imagine Dragons estão na minha lista de preferências para ver, assistir e cantar no Optimus Alive, mas não só. The 1975, uma banda que me atrofiou por completo no nome no início porque, apesar de genial, uma data como nome de banda é absolutamente estranho, já me conquistou e me fez querer estar na primeira fila. E não foi pela música em que dizem que o cabelo cheirava a chocolate mas sim por estas duas músicas.

Tenho a vã esperança de que as toquem. E que me dêem as suas baquetas. Estamos combinados?






Qual gostam mais?

domingo, 22 de junho de 2014

MUNDO || Be kind to one another


Sempre fui uma pessoa que deu importância aos pormenores. Posso não ser perfeccionista mas presto muito atenção aos gestos, às expressões, às pequenas coisas que, por vezes, não dizem quase nada a outros olhos.

Como por exemplo, pessoas que me seguram a porta, que dão gorjeta. Que tentam ser simpáticas e sorridentes, mesmo quando não estou nos meus dias de espalhar felicidade ou que distribuem elogios e palavras simpáticas apenas em dias especiais ou quando me visto demasiado bem. 
Pessoas que correm pelo passeio fora atrás da bola que fugiu dos pés dos miúdos para a agarrar e devolver-lhes. Que dizem bom dia e boa tarde, mesmo que se enganem e troquem. 

Temos tendência a achar que estes gestos e muitos outros, pela sua simplicidade, são absolutamente fáceis e coloquiais. Mas... se são assim tão fáceis, porque não vemos todos fazerem? Melhor; Porque nós não os fazemos todos os dias? Eu aprecio. Eu gosto de apreciar esses gestos e gosto ainda mais quando esses mesmos gestos são feitos para mim. Muitas vezes podem custar ou podem até nem ser tão lineares como pensamos (como elogiar as pessoas que mais gostamos ou dizer-lhes, de facto, o quanto gostamos delas em vez de lhes darmos sardas na testa, revirarmos os olhos e dizermos "és um idiota") mas a verdade é que quando fazemos esses pequenos gestos para os outros, pelos outros, de forma a agradá-los, descobrimos que, na verdade, as verdadeiras pessoas que ficam satisfeitas somos nós. Sentimo-nos melhores connosco próprios, sentimo-nos pessoas mais humanas, mais acessíveis, mais fáceis de amar. 

É como se esses gestos pequeninos, uns custando mais do que outros, fossem um passaporte para um dia mais claro e, quem sabe, uma alma mais pacífica também.

sábado, 21 de junho de 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

FOTOGRAFIA || #pic4polio

Esta foi a minha participação!

Quem me segue no Instagram já terá visto esta contribuição da minha parte, mas acho importante do ponto de vista médico e solidário partilhar com vocês esta grande iniciativa, até porque nem todos têm Instagram e poderão pensar que o desafio - se é que lhe podemos chamar assim - está restrito a essa rede social (que aviso já, não esta!)

A Pic 4 Polio tem como o objectivo bem simples de tirarem uma selfie com o vosso polegar e indicador intervalados. Poderia ser como mensagem "falta só um Danoninho" mas na verdade quer dizer que estamos a "um bocadinho" de erradicar a Poliomielite no mundo. E isso é tão, tão bom!

Depois de tirarem essa selfie só têm de a partilhar nas vossas redes sociais com a hashtag #pic4polio, para que possa ser validada. Atenção que não são aceites fotografias apenas com o gesto dos dedos, têm de ser mesmo selfies (a vossa cara linda ou não conta). Com a parceria da Rotary, UNICEF, CDC, Bill & Melinda Gates, ONU por cada selfie partilhada nas redes sociais, uma vacina será administrada a uma criança. Identifiquem dois amigos também na vossa selfie para passar o desafio que não podia ser mais fácil que isto. Facebook, Instagram... Vocês decidem!

A poliomielite também é conhecida por paralisia infantil e é um vírus infeccioso que é transmitido de pessoa para pessoa. Estamos a 1% de a erradicar! 

Já conhecia esta iniciativa antes deste desafio das selfies, muito por parte dos Jogos Olímpicos que o publicitaram. Tal como nós andamos a fazer, eles também já participaram no famoso gesto. Vais participar ou deixar-te ficar?





domingo, 15 de junho de 2014

EVENTOS || Primeiros Santos


"Tu levaste-me ao melhor Carnaval de sempre, eu levo-te aos Santos de Lisboa!", prometeu-me a Rita e eu concordei, até porque ainda não tinha experimentado uma noite de primeiros Santos Populares. Os trabalhos estavam concluídos, as frequências terminadas e esperar as notas em casa não combina comigo. Por isso lá fui aos meus primeiros Santos! Não tem grande interesse de ler mas fica aqui registado para posterior leitura da minha parte!


terça-feira, 10 de junho de 2014

BLOGOSFERA || Um blogger não é um personagem de livro


Não sei se há muito mais para dizer além do título, mas é uma verdade que custa a muitos assimilar. Um blogger não é uma personagem de livro que senta o banco e espera que os olhos toquem de novo nas folhas para continuar a sua vida ou prolongar sentimentos e viver peripécias.

Sinto que o meu blog não expõe nem 10% do meu dia-a-dia, nem 5% de todos os meus pensamentos diários, especialmente eu, que passo a vida a pensar em 1001 coisas. Conheço imensas pessoas que não revelo aqui, tenho imensas chatices, momentos muitos giros que podiam ser contados em blogue mas não conto e momentos que me fazem evoluir. Até mesmo podemos falar aqui de decisões sem nunca revelar o que nos levou a tomá-las. Pessoas de quem já falei aqui e já não me dou mais, pessoas que cresceram no meu coração e que merecem todos os pedestais, pessoas que me magoaram e fizeram chorar outras que me fizeram rir até doer a barriga, todas passaram por aqui e, ainda assim não sabem do que aconteceu depois de um post sobre as mesmas.

É errónio olharmos para o blogue de alguém como se fosse um livro. Acho, sim, que devemos vê-lo como uma evolução. O que escrevi há 5 meses não escreveria da mesma forma hoje. Talvez pudesse sentir o mesmo, mas há sempre algo que nos transforma, que não têm necessariamente de estar a par.

Descubro e sinto muitas coisas que nunca aqui cheguei a contar e nunca pensaria ver o Bobby como um capítulo a capítulo. Não sou uma Daily Cristina. E vai haver alturas em que vou escrever sobre tudo e outras em que não vão perceber de onde veio esta história. E, muito honestamente, eu acho que é isso que dá personalidade aos nossos blogues: a imprevisibilidade. Ninguém segue um blogue onde já espera qual seja o seu post, correcto? Esperamos qualidade, espontaneidade mas nunca os mesmos posts.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

FACULDADE || Universidades Privadas


Numa época tão marcada por exames, provas, transições e escolhas (muitas e muitas escolhas), achei que fazia todo o sentido falar-vos sobre um assunto que, para muitos é um deitar lenha para a fogueira, mas eu gosto de chamar "mostrar novos horizontes". E eis a minha opinião: é um erro quando falam de quererem escolher universidades e não incluírem as privadas.

É óbvio que vos falo estando numa privada, nem outro sentido faria alguém de pública falar de privadas, a começar por o número de estudantes em privadas e públicas ser discrepante. E é óbvio que também não falo apenas da minha, que já tanto foi pisada, passada entre mãos e eu tanto gosto dela (gosto mesmo, mas isso é outra história).

Portugal é dos poucos países que tem estudantes a desvalorizar o ensino privado. É, a sério. Todas as Universidades que olham no estrangeiro com olhos de gula, são privadas. Aliás, eles têm as Privadas e Comunitárias, e a visão estudantil é precisamente o contrário da portuguesa: ninguém quer ir para uma Universidade pública, todos tentam privadas.

Sei também o porquê desta fuga tão abismal: as propinas. O preço das inscrições. O preço dos recursos. E esta é a parte onde entro no que quero dizer ser um erro virarem costas às privadas: ao eliminarem de princípio uma instituição, nem sequer estão a dar oportunidade para aproveitar as oportunidades que ela quer abrir para vocês. As Universidades Privadas são garantidamente as instituições que mais vão vos oferecer, isso é uma promessa. Eles querem desesperadamente alunos.

Falo por experiência própria e de mais alguns colegas (sim, de universidades privadas diferentes para não virem dizer que é porque a minha é isto e aquilo). A minha propina, de facto, para quem olhar para um qualquer folheto é absurda, mas não é o que pago. Isto porque a minha Faculdade (E outras!!!) oferecem bolsas de mérito (a começar com 16, o que não é uma média assim tããão alta) aos alunos e reduz as propinas para uma bagatela inimaginável. Além das bolsas de mérito, oferecem também bolsas de estudo a quem não tem tantas possibilidades. E, ao longo do ano, promovem diversas oportunidades de pagarem muito menos que o valor estipulado.

Asseguro-me a dizer que tenho mais aulas práticas que teria numa pública já conheci mais gente do meu ramo que eles conheceram do seu e os professores sabem quem sou por haverem turmas pequenas e familiares e não uma conferência diária de 200 pessoas (nunca 200 mas digamos que sim). Por alguma razão as privadas são caras também: dão boas oportunidades. E têm de o admitir porque, de toda a gente que falei, o consenso sobre este assunto é igual.

Não digo com este post que as Universidades Privadas ou Públicas são melhores ou piores. Isso cabe a cada um decidir por sua experiência e digo-vos já que, pela minha, tenho vivido muita coisa que nunca esperei presenciar como mera estudante. Também não estou a dizer que agora devam escolher uma Universidade Privada em vez de uma Pública, cabe a vocês a decisão. E é óbvio que aguardo mil comentários de alunos da pública com uma visão brutalmente diferente da minha, à qual eu aviso desde já que sim, já ouvi essas opiniões e não, não mudo o que acho porque chegamos todos à mesma conclusão (uns mais depressa que outros) e portanto poupo-vos os dedos e o tempo para irem estudar.

Acho que, mais importante que saber se uma é melhor ou pior é saberem que virar as costas a uma instituição é o vosso primeiro erro. O segundo é terem trunfos convosco e não saberem usar. Vocês têm imensas formas de conseguir entrar numa Privada com aquilo que puramente têm e com o vosso mérito de trabalho e ignoram por acharem que é demasiado impossível. Vale a pena pesquisar. Vale a pena saber mais, vale a pena visitar as instalações (que normalmente reflectem aquilo para que pagam) e vale a pena ver os docentes que vos vão ensinar. Porque, no fim, mais importante do que terem na mão um canudo com uma Universidade prestigiada é saberem que tiveram à frente pessoas que vos inspiraram e que vos tornaram bons naquilo que querem fazer. 

Não eliminem de ante-mão Universidades, pesquisem antes. Vejam preços, vejam bolsas. Eles têm sempre as portas abertas, porque razão vocês as vão fechar? Sejam espertos e revertam o jogo: usem-se a vosso favor.

P.S.: E vamos parar, amigos, com a tontice de dizer que quem anda em privadas tem a vida facilitada. Trabalhamos todos, suamos e damos a pele por resultados, todos. Não há estudantes mais facilitados que outros. Vamos parar com esta birra ridícula.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

CONDUÇÃO || "You better be a fucking pop star"


"Cantas no carro?" quer seja eu a conduzir ou a pendura, eu pergunto isso sempre que vou acompanhada. Para minha valente sorte, tenho tido resultados muito positivos mas há sempre um amigo meu que se arma em vedeta e diz que não revela os seus encantos vocais. Acabo sempre por ganhar com estes dois argumentos; Se for a conduzir: "too bad, o carro é meu, eu estou ao volante, seguimos as minhas regras", se for eu no pendura: "too bad, sou tua convidada de carro é bom que me deixes satisfeita porque senão nunca mais aceito boleias de carro contigo". Estupidamente, de uma forma ou de outra, resulta.

Não há volta a dar. Acho que o meu recorde de estar mais tempo sem cantar num carro foi na minha primeira aula de condução, porque estava brutalmente envergonhada. Mas na segunda aula estava a bombar Coldplay na rádio e não deu mais, o meu coração estava a saltar para o acelerador, precisava de cantar. Vim a descobrir que o meu instrutor também era um c(ondu)antor e demo-nos bem. É, portanto, impossível não cantar.

Na maior parte das vezes são as músicas de rádio (que sei todas) e nem guardo fôlego, é uma atrás da outra a pulmões largos. E se quem me acompanha não fizer o background vocal, leva uma sarda na testa para aquecer a voz com o gritinho de "au!" É inadmissível não cantarem comigo num carro. Tal como é inadmissível comer de boca aberta ou arrotos à mesa. Não. No carro, cantamos, e se cantarmos mal, tanto melhor.

Parece quase impossível, mas acabo por converter toda a gente em pseudo-cantores. Começo a fazer o instrumental com olhos de sedução e a abanar os ombros agarrada ao volante e depois começo a cantar a música a tentar puxar pela pessoa que está ao meu lado, a morrer por rir. Às tantas, tal é o ridículo da minha cara, é impossível não cantarem pelo menos um versinho! Só um! E pronto, a franga solta-se e depois difícil é fazer calar. Vidros abertos, duas (ou mais) vozes e o volume bem alto com os cabelos e a roupa a voar.

Porque a gente faz da condução um videoclip e não precisamos de playback nem secadores para fazer um movimento de videoclip sensual. No meu carro todos são pop stars e, quem não é, sai do carro à mesma velocidade que entra. Não entram chatos no meu carro.

E, sim, os meus avós cantam no carro. Quando eu digo que todos cantam no meu Bala, todos cantam no meu carro.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Não Há Almoços Grátis


O meu pai já me deu muitos e bons conselhos, especialmente porque ele nunca me tratou como a princesinha com menos de 50 kg que não se sabe defender e que é ingénua no mundo e que vê o mundo a cor-de-rosa e a simpatia. Eu não sou a menininha dos seus olhos, eu sou a filha mulher de que ele se orgulha. Ele nunca teve uma abordagem de "menininha" comigo mas sim de uma mulher que não precisa de depender de nada nem de pensar as coisas erradas para se chegar à frente. Ensinou-me (ou levou-me a quem me ensinar) a saber dar uma sova sem despentear uma madeixa do meu cabelo à "vítima" que me tentar roubar a carteira e ao paspalhão que achar esperto agarrar-me pela cintura contra minha permissão. Ensinou-me também a dar a voz pelas minhas ideias mas o seu verdadeiro conselho, o que mais sentido fez para mim, foi este: Nunca, em circunstância alguma, há almoços grátis.

Um almoço grátis significa que vai haver um pagamento, seja ele qual e como for, da entidade que não o pagou. Um almoço de negócios em que quem te convidou paga a conta pressupõe que tu vais pagar com o teu trabalho e suor, com a aceitação de uma parceria, com uma transferência. Um jantar com a pessoa por quem o teu coração bate mais forte e que tem o cavalheirismo de te pagar a conta pressupõe que vás pagar com o teu tempo, com um beijo ou, quem sabe se ele for sortudo, com uma cama partilhada.

Não há almoços grátis. Isso encaminha-nos para as boas vontades. Não é inteligente esperar a boa fé de toda a gente, embora eu espere, de carteira bem segura e passo atrás. Eu posso acreditar em boa fé mas também tenho o direito em acreditar em quem me quer passar uma rasteira. Um crédito não anula o outro. 

Pelo sim, pelo não, eu pago a minha conta. Eu faço guerra aberta com o cavalheiro que quer pagar a minha imensa travessa de comida que decidi degustar porque posso. Não há almoços grátis e, sabendo que vou ter de pagar, prefiro ser eu a escolher de que forma pago o que compro.