segunda-feira, 31 de março de 2014

Kind Stranger


E quando estás à porta da Faculdade para sair, a ver a chuva horrível que se avista, com a pasta dos livros já a postos para pôr sobre a cabeça porque o guarda-chuva está muito bem em casa e um simpático colega estranho aproxima-se de mim com um guarda-chuva e pergunta: para onde vais?

E leva-me até à estação. Afinal há cavalheirismo! E eu agradeço ter ficado sequinha.

domingo, 30 de março de 2014

A minha visão simplista de perfeição


Quero a minha casa como tela branca. Quero dar-lhe apontamentos de cor na decoração e um mapa. Quero enchê-la de mensagens positivas. Quero um cão gordo e peludo no sofá e a minha outra metade na cama gigante que eu quero escolher e que ele vai aprovar porque eu tenho muito bom gosto e ele muito pouca paciência para decoração.

Com lençóis a combinar.

sábado, 29 de março de 2014

BOM GARFO || Hamburgueria do Bairro

 LISBOA

A nova moda é, sem dúvida, os locais de restauração onde as estrelas são os... hambúrgueres. Há de imensos feitios para diferentes carteiras espalhados por Lisboa mas, aquele que é mais apetecível à juventude é sem dúvida a Hamburgueria do Bairro, que com certeza já ouviram falar! 

Confesso que, no início não fui com grandes expectativas, normalmente a fama está muito mais no "diz-que-disse" do que na qualidade em si, mas fiquei verdadeiramente surpreendida. De comer e chorar por mais! Pão fofo, a carne não é plástica nem parece uma pastilha infinita, uma grande variedade, possibilidade de menus vegetarianos ou de estudantes, batatas temperadas incluídas e ainda um molho para petiscar as batatas que sobram quando o hambúrguer já aterrou no estômago!

Todas as "casinhas" da Hamburgueria têm um aspecto muito clean e que puxa ao convívio, giras como só elas e que te deixam lá, se necessário, algum tempinho na palheta. O preço compensa e a qualidade está lá!
Para jantar com amigos ou para fugir da Faculdade naquela hora de almoço passada sempre na cantina, é um lugar para se ir com quem gosta de conviver!

Sugiro-vos o que eu costumo comer, o Xoné.

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Rua Ilha dos Amores 4, 1990-069
Lisboa
Contacto: 218 941 175

PASSAPORTE || E vocês? Para onde iriam viver?


Se me dessem a escolher um país para viver e, muito cruelmente, me proibissem de escolher Inglaterra, a minha escolha recaía então para Espanha. Porque, perguntam vocês, estando tão perto de Portugal e com tanto lugar para viver, porque Espanha?
Eu gosto de Espanha. Talvez hajam sítios mais giros para se viver, mas imagino-me lá. Adoro ir a Espanha, vou lá quase todos os anos, acho que é uma cidade com calor, mesmo quando está um frio horrível. Tem cor. Tem a língua, da qual devo ser das únicas pessoas a não achar irritante (eu gosto da vivacidade e da entrega com que falam, mesmo que seja só para dizer que vão comprar pão, parece que estão a dizer que vão iniciar uma revolução). 

Gosto da arquitectura e dos infinitos jardins. Das praias a fazer lembrar as Caraíbas. E gosto que tenha tudo. Podia perfeitamente viver lá!

Agora respondam-me à questão que está no título! Para onde iriam? (Se eu estou proibida de escolher Londres, vocês também estão!!!!!!!!)

sexta-feira, 28 de março de 2014

MÚSICA || Música de Chuva

Tenho uma mania de não conseguir ouvir certas músicas quando há chuva ou mau tempo porque sinto que "estou a sugar-lhes a alegria". Por isso, 90% das minhas músicas de Mau Tempo são tristes e é por isso que 90% do Inverno eu estou de mau humor e pseudo-deprimida. 

Mas nem todas as músicas cumprem esta regra. Há músicas que eu gosto mesmo de ouvir, ainda que esteja a chover a potes. Esta é uma delas. Não é nova e está no meu mp3 há um tempo considerável. E, ainda assim, é uma das minhas preferências debaixo do meu guarda-chuva a preto e branco da Zara e dentro do meu carro quentinho, enquanto as gotas de chuva competem para ver quem desce a janela mais rápido.

Espero que também venha a fazer parte do vosso dia-a-dia e que torne as gostas de chuva um pouco mais felizes!

quinta-feira, 27 de março de 2014

NUTRIÇÃO || Nutrição e Cardiologia


Ter cadeiras específicas é também ter contacto com profissionais da nossa área de trabalho. Nutricionistas, das mais diversas áreas, em campos diferentes. Geralmente, na 1ª aula, costumam dar um resumo da sua carreira e, um dos percursos que mais me impressionou é o de uma actual professora que tenho. Quando se licenciou e fez mestrado em Nutrição clínica, foi colocada num hospital que, para a época, pouco ou nada estava familiarizado com Nutrição. Ela era a única nutricionista de um hospital inteiro e isso fez-me admirá-la profundamente. Muito trabalho, para muitas alas, para muitos tipos diferentes de pacientes. Mas também reconheço: ganhou uma experiência, uma prática, uma estaleca incomparável e difícil de igualar.

Com o avançar dos anos, colocaram mais algumas nutricionistas e dietistas no hospital e dividiram as áreas por cada, sendo que a minha professora é a Chefe. Puderam, portanto, escolher o tipo ou a ala hospitalar que queriam acompanhar com regularidade. Umas escolheram oncologia, outras pediatria and so on. Penso que, se não tivesse ouvido a minha professora, também teria escolhido Pediatria.
Mas depois ouvi a sua escolha: Cardiologia. E a minha admiração cresceu mais.

Sempre tive uma enorme perdição por cérebros e corações humanos, mas nunca tive o desejo de ser médica, nunca quis os "curar". Os cérebros e corações são como os peixes no Oceanário: eu gosto só de os ver ao máximo, mexer se possível, nada de tratar. Nunca tive medo de mexer em corações nas aulas, era a primeira a calçar as luvas, pegar no bisturi e abri-lo ao meio, explorá-lo. O cheiro, a cor, a textura, nada me incomodava e acabava sempre por ser a única a mexer por mais ninguém querer fazer esse trabalho. Os corações fascinam-me e os corações dos outros fascinam-me ainda mais.

Tratar de pessoas com falências cardíacas, vítimas de trombose, AVC, ataques ou com hipertensão perigosa seria como um sonho para mim. Cuidar de pacientes que sofreram de AVC e se vêem limitados das suas capacidades, saber que os pude ajudar, é uma sensação de conforto inexplicável, de paz. As pessoas raramente dão valor à alimentação, comem porque têm fome, porque morrem se não comerem, esquecem-se apenas que a alimentação é a nossa primeira via de remédio e veneno.

Agora compreendo porque é que abrimos ainda corações na Faculdade e medimos tensão e fazemos uma série de procedimentos maioritariamente médicos. Temos de conhecer o nosso inimigo. E eu nunca fiquei tão fascinada com este inimigo. Trabalhar em nutrição com pacientes cardiológicos era como oferecerem-me um Mini no Natal. Trabalhar em nutrição com pacientes neurológicos era como oferecerem-me 15.000 Iphones.

Não vos consigo explicar o meu fascínio. Amo nutrição, sinto que é a minha vocação educar as pessoas para a alimentação, ajudá-las. Gosto do mistério da mente humana, das reacções, dos neurotransmissores, dos indutores e inibidores e também gosto do que mete um coração a mexer. Juntar a minha maior paixão (nutrição) com estes pontos de curiosidade que eu tenho, era um grande auge na minha (ainda inexistente) carreira.

Entrei no curso sabendo que o meu destino era a nutrição clínica. Até agora, verifico que é este o caminho e já pensei em nutrição desportiva e nutrição pediátrica. Mas nutrição em alas hospitalares de cardiologia? É o pote de ouro no arco-íris.

Foto

segunda-feira, 24 de março de 2014

LOVE ALWAYS, INÊS || Coisas tão Inês


A minha postura é sempre de mãos nos bolsos e perna traçada. Não gosto do meu nariz. Não gosto das minhas ancas. Gosto das minhas sardas porque são subtis e pouquinhas. Não gosto das minhas pernas e gostava de ter mãos maiores. Tenho dificuldade em ser descontraída a falar com as pessoas pela primeira vez e manter uma conversa, fico muito tímida. Gosto que as pessoas me digam que sou importante nas suas vidas, mesmo que eu já saiba ou desconfie. Acho que o meu sorriso até é simpático. Não me importo de mostrar aos outros as minhas caras mais feias ou parvas. Quase ninguém sabe o meu sabor de gelado favorito. O meu segundo sabor de gelado favorito é de pistacchio. Sou conhecida por ser o Grumpy Cat humano. Não empresto as minhas canetas a qualquer pessoa e detesto que mordam as tampas. Partilho comida com muito poucas pessoas. Gosto de descobrir novos artistas e ir ouvindo os seus álbuns e de me apaixonar completamente a cada música que passa. Não gosto que bebam do meu copo ou da minha garrafa ou que troquemos de talheres, acho nojento. Sou viciada em pastilhas elásticas, acabo uma caixa num dia. Gosto de comer pipocas doces e salgadas, misturadas. Faço power-walking. A minha gargalhada é malévola. Sinto que estou nua quando ando na rua de saia. Não bebo álcool nem café. Tenho uma cara muito pouco simpática quando vou a andar na rua. Tenho medo de aranhas e de fritar batatas. Sou super javarda a comer esparguete. 
Gosto de picante (do tempero, seus maluquitos!). Estou sempre a dizer pensamentos e ideias loucas e as pessoas muitas vezes perguntam-me quanto tempo estive a matutar nisso quando, na verdade, saiu naquele momento. Vomito se beber leite antes das 10:00h da manhã. Sou má ainda a segurar a embraiagem. Demorei 10 minutos a saber andar de bicicleta. Chamo nomes a quem me empata no trânsito. Adorava trigonometria. Não gosto de gomas com açúcar por fora. Estou sempre de boca aberta, pareço um peixe. Não me acho, de todo, bonita ou atraente sequer. Comprei um peixe quando acabei o meu 1º ano de Faculdade e chama-se Galileu (ainda está vivo). Acho que tenho sentido de humor e é isso que cativa mais os outros a aproximarem-se de mim. Coro com muita facilidade. Não sei falar quando alguém me está a por nervosa, começo a gaguejar e esqueço-me de todo o vocabulário. Sou conhecida por arranjar soluções até para problemas impossíveis. Sou demasiado coração mole e aproveitam-se muito disso quando descobrem que sou assim. Gosto de patinar no gelo. Prefiro o Verão ao Inverno. A minha roupa de eleição são sweats ou camisas. Não gosto de t-shirts apertadas ao corpo. Detesto quando cães sujos cravam as patazorras nas minhas calças. Mas adoro, adoro, adooooro cães e não consigo ficar chateada. Gosto de guitarradas. Adoro ler a Turma da Mônica, ainda hoje. Sei fazer boas curvas de carro e conduzo depressa. O meu carro chama-se Woody e o do Richard chama-se Bala. Tenho trejeitos de mão quando lanço. A minha marca de eleição é a Adidas. Gosto de perfumes leves e frescos. Tenho uma perdição por coisas originais e diferentes, seja o que for. Aparentemente apresento bem os trabalhos para turmas. Não gosto de comer comida fria que normalmente se come quente. Não consigo treinar /jogar se não tiver meias altas. Não gosto de homens chico-espertos e quando conheço um tenho tendência a pedir ou dizer sempre o contrário do que ele pede/diz, para o chatear. Sinto que sou uma rapariga com uma certa coragem e um espírito forte e, por isso, não gosto de conhecer rapazes fracos de espírito ou com medo de fazer coisas ou mandar mensagens ou dizer coisas na cara. Preciso de um rapaz tão forte de personalidade como eu, se possível, com mais coragem que eu. Os "Manda-me mensagem depois, se quiseres, tenho medo de te chatear" não colam comigo e revela que não arriscam, não gosto. Levanto muito a sobrancelha. Não gosto quando tenho de pedir uma coisa mais do que uma vez. Gosto mais de salgados que de doces. Nunca na vida quis publicar um livro. Não sei quem ainda tem pachorra para ler isto mas eu tenho sempre para ler os dos outros. Odeio palhaços. É difícil fazerem-me rir, sou um público difícil. Mas, regra geral e a partir das 11h da manhã, sou bem disposta!

Vi este desafio da Serena e não resisti em participar!

domingo, 23 de março de 2014

AMOR || Sinais


Hoje tropecei num par de botas que estavam na sala e, à conta disso, parti o copo que estava na minha mão e estatelei-me no chão. Decidi interpretar isto como o derradeiro sinal. Há semanas que estava a dizer que ia tirar as botas dali, insucesso completo. O prémio foi um cotovelo negro, um chão para limpar e não andar de meias em casa durante três dias (não vá um vidro cortar-me). 
Interpretei isto como um sinal, porque às vezes é o que nos falta. Olhamos para as botas na sala e dizemos "depois eu mudo-as", olhamos para a pilha de camisolas que vamos acumulando na cadeira e dizemos "no fim de semana arrumo", olhamos para as nossas secretárias imundas de papéis e rascunhos, aparos de borracha, canetas, que escrevem, que não escrevem, a cores e grafias e dizemos "não vou mudar, porque o semestre, o período, a escola não acabou. Pode fazer falta". 

Não resistimos a comprar o pacote das batatas fritas porque a dieta é amanhã e estamos tão vazios cá dentro. E não apagamos as mensagens porque "Hoje não consigo, amanhã tenho nova força para as apagar". Não Nos decidimos finalmente a superar os nossos abismos do passado porque hoje não dá jeito. Amanhã arrumamos a sala, o quarto, a secretária, o telemóvel e, já que estamos prontos para amanhã, arrumamos a cabeça, os sentimentos e o coração.

E é então que recebemos os sinais. Tropeçamos nas botas, estatelamo-nos no chão e as coisas partem-se. Procuramos desesperadamente a nossa camisola favorita e vemo-la ali, serena, em cima das costas da cadeira junto à pilha de roupa, amachucada  e inútil para ser usada de momento. Damos em loucos para encontrar a ficha de trabalho no meio da papelada e não aparece em lado nenhum. Comemos doritos até acabarem porque não apagámos as mensagens e, céus, como dói. Mais do que um corte de vidro na mão. Ou no pé, por andarmos de meias depois de termos partido coisas. E não seguimos em frente com as coisas porque amanhã o faremos, até os sinais chegarem e tudo doer.

A dor de sermos estúpidos é a maior de todas as dores e mesmo assim não há ninguém que não o seja. É a dor que nós próprios provocamos e é por isso que dói mais. Dói por si só e dói porque nos sentimos culpados por nos mutilarmos dessa forma. Não avançamos por nós próprios porque pensamos que, algo vai mudar e que as coisas se resolverão sozinhas. Achamos que, um dia, vamos chegar a casa e ver as botas arrumadas, a camisola no armário, as folhas numa pilha, o telemóvel sem o seu contacto, sem memórias, a despensa vazia, o coração corado, a alma restaurada. Achamos que vamos acordar e puf. Estamos restabelecidos. Foi só uma ressaca má que passou com uma boa noite de sono. Esquecemo-nos que nada vai acontecer se não nos movermos, hoje, agora. 

Por isso, limpei o chão, apanhei o cacos do copo. Calcei pantufas. Arrumei a secretária, as roupas. Apaguei as mensagens. Apanhei os cacos do meu coração. Os maiores. 

É pena a minha alma não poder calçar pantufas. Vai sempre haver um pequeno caco que me escapou das mãos a cortá-la. 

sábado, 22 de março de 2014

APP || QuizUp


Confesso que não há muitos jogos que me deixem agarrada. Tenho uma pequena perdição pelo Candy Crush e pelo Temple Run e pouco mais. Raramente me vicio. E nem teria ligado a este jogo se não estivesse a ver a Ervilha a desesperadamente pedir a mim e ao Richard que lhe emprestássemos o telemóvel para jogar. Se a Ervilha está viciada num jogo que não é o Candy Crush ou o Criminal Case, nós temos de o conhecer.

O QuizUp é, como o próprio nome indica, um jogo de Quiz. Então o que tem de especial em relação a todos os outros que já existem? Primeiro, a panóplia de categorias. Acho impossível que vocês não encontrem aqui uma categoria de que gostem e varia de gostos há desde Saúde, Matemática, Ciências, Geografia, Harry Potter, Coldplay (a minha favorita), Celebridades, Compras, Séries... São centenas de categorias.

A segunda parte de destaque é que não jogas sozinha nem contra o telemóvel mas sim com pessoas espalhadas ao longo de globo. Podes ver de onde elas estão a jogar e fazes battles com elas. Podes também comunicar com elas e mandar mensagens e, confesso, já fiz "amigos" no Brasil, Canadá e Itália.

À medida que jogas, vais acumulando pontos que te fazem avançar de nível e, quantos mais níveis subires, mais status vais amealhando. Os status são personalizados de acordo com as categorias que estás a jogar e são todos super giros! Tens também objectivos gerais atingidos ao longo dos jogos.

Eu acho que é um Quiz definitivamente diferente e versátil, perfeito para jogar naquelas horas de seca ou para te divertires com os amigos! O download é gratuito. Joguem, desafiem-se, consultem o vosso ranking e, se quiserem, adicionem-me como vossa amiga para desafios (Inês M.)

Já conheciam? Vão experimentar?

quinta-feira, 20 de março de 2014

FACULDADE || O Laboratório


Muito dificilmente vão apanhar-me a trabalhar num laboratório - assunto para outro post - o que não significa que não o tenha de fazer para ter o canudo da licenciatura na mão. Porque tenho. São cadeiras infinitas de laboratório e experiências, na qual se podem observar muitos comportamentos caricatos.

O primeiro é a colocação da luva; Para muitos, o momento de encarnarem aquela personagem que ansiavam há anos fazer e colocar a luva no mais alto puxão, para depois a soltar de uma só vez, qual cirurgião de série, qual Dr. House. Outros parece que estão no meio dos Saldos, procurando desesperadamente pela luva que satisfaça o seu tamanho e a frustração diabólica quando só há S e não há M ou L. Por fim, temos ainda o momento mão-hulk, na qual toda a luva se rasga com a força interior da ira de uma mão que só quer trabalhar (muitas vezes consequência da "encarnação Dr. House" e da "Loucura dos Saldos") e, por último, a que mais acontece comigo: "Onde é o polegar e o dedo mindinho?". Faço uma tour por quase toda a luva para a pôr correctamente e ainda tenho a luta de fazer a luva entrar na minha mão.

Depois, há vários tipos de personalidade em laboratório: O que faz tudo; Podemos pedir-lhe para mexer em urina nuclear e ele fá-lo, se necessário, sem luvas sequer. É o Batman de laboratório, que consegue tudo e salvar o dia (ou a experiência) de afundar em desastres protocolares. O Esquisitinho; que confesso, há uma parte de mim que é assim: faz tudo com luvas e, quando não pode fazer, está a lavar as mãos a seguir. Vê tudo o que vai mexer antes de mexer e faz as coisas com cara de criança de 2 anos a provar limão.
Há ainda o Só Estorva: aquele que está ali só para ocupar espaço, impedir o acesso fácil à bancada, que normalmente se senta quando o professor não vê e pergunta se é preciso fazer alguma coisa mas que toda a gente sabe que não quer fazer e, se fizer, fará mal. É a mobília.
Por último, há o Perdido na Selva: o que não sabe absolutamente nada do que está a fazer. Não sabe o que está a pipetar, quando tem de pôr, como regular a micro-pipeta ou quanto diluir. Faz as perguntas como se fosse uma confirmação quando, na verdade, quer desesperadamente que alguém lhe diga o que fazer. É aquele que, muitas vezes pergunta a alguém, baixinho "o que é um balão volumétrico?" (sim, há pessoas ainda a fazer esta pergunta).

Por fim, existem várias formas de "agir" em relação ao protocolo; existe o Ipsis Verbis: que responde às questões da professora ou acompanha um procedimento dizendo exactamente o que está no protocolo, sem falhas (e não diz "vírgula" porque não pode e porque não se diz). Existe o Gordon Ramsay (que sou eu): substitui toda e qualquer fórmula, solução, diluente, meio ou material por "merda": "Pegas nessa merda, metes nesta porra e depois agitas a merda toda até ficar uma merda cor-de-rosa. Se não der, fodeu." e existe ainda o "Ai aquilo!" que denomina todas as soluções com um ar de quem se esquece o nome, aponta, estala os dedos, fecha os olhos e diz "Metes... Metes... Ai aquilo!".

Não faço dos laboratórios o meu desejo de vida futura, mas reparar em comportamentos e tiques é algo que me satisfaz de ver. Fiquem atentos e observem!

terça-feira, 18 de março de 2014

BOM GARFO || The Fifties American Diner

 LISBOA

Esta semana foi altura de experimentar o The Fifties American Diner, e garanto-vos que é como entrar numa máquina do tempo: todo o espaço interior é alusivo aos anos 50, tanto as estrelas da época, como a decoração. Chão em xadrez, balcão, pormenores em neon, mesas típicas com sofás num vermelho verniz brilhante, Marilyn e Elvis e ainda uma jukebox, que funciona de verdade! As empregadas estão vestidas a rigor e a carta de menu é gigante, desde cachorros quentes e hambúrgueres aos famosos batidos de lá  que recomendo  e às panquecas e waffles  que também recomendo!

É um excelente local para passar uma tarde de fim de semana com os amigos ou para um jantar bem temático. Para quem gostar de espaços assim, é algo a não perder!

Foto


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Av. Dom João II, 1990-083
Lisboa
Contacto: 309 727 919

sexta-feira, 14 de março de 2014

BOBBY PINS || Outra face

Nunca me senti uma verdadeira anónima na blogosfera. Nunca neguei a ninguém que tinha um blog, mas também não o andava a divulgar aos quatro ventos. Nunca me censurei a visitar a página ou escrever uma publicação por ter mais pessoas ao meu lado. A única coisa que realmente faltava era verem-me o rosto.

Na verdade, eu não considero ninguém aqui na blogosfera um anónimo. Anónimos, para mim, são aqueles que comentam sem nome, sem identidade, uma pergunta, uma critica, um elogio, e nem nome deixam. Mas nós não somos assim: nós expomos as nossas ambições e paixões, nós revelamos partes muito especiais da nossa identidade, nós partilhamos as preocupações, desde as pequenas moínhas na cabeça até aos dilemas insolúveis. Isso, portanto, não faz de nós anónimos, faz de nós humanos.

Um dos maiores receios de quem é anónimo, é o medo que alguém leia o seu blog. Tanto alguém que já conhece e que sabe que está exposto, como alguém que não conhece tão bem, mas que segue as suas palavras ao minuto. Têm medo que as pessoas, de facto, saibam detalhes das suas vidas, sejam sentimentos, desilusões ou momentos. Parece que têm medo que as pessoas saibam que sentem. "Eu não fazia ideia de que a X se sentia daquela forma" é mentira. O que ela quer dizer é "Eu não fazia ideia de que a X podia sentir isto sequer. Ela nunca o revelou, cá fora". E temos de sentir o que está enquadrado no nosso ambiente. Se estivermos felizes quando toda a gente está triste, algo se passa. E é por isso que valorizamos tanto o anonimato.

Nunca senti este receio e, por isso, tão fácil foi para mim sair dele, como também foi fácil perceber que era ridículo manter-me assim. Não julgo quem seja ou tivesse sido anónimo, muito pelo contrário, mas julgo-me a mim por me ter mantido. Não fazia sentido. Aquilo que sou no blog é o que sou fora dele, cada átomo de mim. As mesmas ambições, as mesmas paixões, as mesmas opiniões. Continuo a gostar das mesmas cores cá fora.

Sempre dei a cara e assumi a responsabilidade por todas as minhas decisões e opiniões. Nunca me escondi para as dizer, nunca me senti mal por as dizer. E, por isso, sei que nunca me irei sentir mal também se alguém que conheço (seja de que forma for) leia as minhas opiniões, as minhas paixões, quer concorde ou não. Eu assumo-as.

O meu objectivo, desde sempre, quando criei um blog, foi poder criar um caminho feliz nele. Criar um sítio onde me sentisse bem em aqui estar e partilhar os meus pensamentos. Raramente (muito raramente) foquei o meu blog com publicações de raiva e ódio, ou descrevi uma inteira desilusão com outra pessoa, ou exortei as minhas tristezas para a rede. Quanto muito falei sobre cansaço, sobre saudade, mas nunca sobre ódio, sobre não gostar de alguém, sobre não ter achado este dia fabuloso. Mesmo que seja bom transpor as emoções para as ver de uma perspectiva exterior, não era o que queria. Queria um blogue em que entrasse e pensasse "o meu dia valeu a pena por ter lido isto". Algo que fizesse rir, pensar, imaginar. E, também por isso, não me custou nada sair do anonimato. Tenho muitos dias chatos, muitas pessoas com quem choco e algumas desilusões. Mas o meu blogue não é o espaço de manifesto e continuo a achar que, a desentendimento haver, eu resolvo com a própria pessoa. Só ela é que deve saber como me sinto em relação a isso. E quero manter esta minha teoria.

Dos meus dois Teoremas mais o Bobby Pins, este é aquele que mais me tem deixado feliz e tem sido o meu favorito. Apesar de os Teoremas que pelas minhas mãos passaram conterem inúmeros momentos muito felizes da minha vida, sinto que o Bobby Pins é finalmente o meu espelho completo, o sítio onde eu verdadeiramente acredito que vou ser feliz e encontrar coisas felizes. É o que sou, com uma face, sem deixar de ser fiel a mim mesma. Quem me conhecer e encontrar este canto, pensará "isto é a Inês, sem tirar nem pôr. Estou a imaginá-la dizer isto" e quem não me conhecer, lá terá oportunidade para o fazer. E quem "cuscar" sem saber o meu blogue? Estará à vontade, porque não posso fugir ao que acredito.

Não acho que saber os rostos dos outros ou a cor do cabelo e dos olhos faz a diferença na qualidade ou na presença de personalidade de um blogue - nem é isso que queria mostrar neste post -. Para mim, são pormenores quase irrelevantes. Mas saber que posso agora operar o Bobby de forma a que faça parte de mim dá-me uma outra liberdade que me traz conforto, descontracção e alegria em escrever. De uma forma muito resumida, é apenas uma vantagem pessoal. 

Estou muito satisfeita com este blogue à medida que o tenho escrito e também muito satisfeita por vos dizer quem sou, Inês, mesmo que alguns já o soubessem (porque, lá está, eu nunca fui uma anónima de gema) e espero que vocês também consigam ver a alegria que exteriorizo aqui através das minhas palavras. Tenha eu os meus olhos verdes ou não!

domingo, 9 de março de 2014

MUNDO || Quem nunca, não é?


E aquela pessoa que nós já vimos, algures, num metro, autocarro, e trocámos um olhar tão intenso ao ponto de nos engolir a nós próprios numa força de outro universo, para depois nos afastarmos e pensarmos:
«Quem me dera que não fosses um desconhecido completo.»

Quem nunca?

sábado, 8 de março de 2014

FACULDADE || O curso que quero


Uma das coisas que mais me reconforta no final de todos os trabalhos, testes, pressão e stress é saber que, independentemente do estado do país, da economia e das estatísticas possíveis para a empregabilidade, eu estou no curso que ambiciono. Estou a perseguir o meu sonho e estou a lutar (passo a passo, por vezes uns passos mais devagar que outros) pelo emprego que quero. Não estou por estar, estou porque quero estar.

Ser nutricionista é algo que ambiciono desde os meus 14 anos. E estou louca por vestir a bata e dar a cara pelas pessoas que mais precisam de ajuda. Quero enaltecer-lhes as suas qualidades e trabalhar o que há para ser trabalhado. Quero motivá-las e quero projectar para elas a minha vontade de ser a melhor profissional que posso ser. 

E é por isso que, mesmo quando falho nos nossos treinos práticos, ou quando digo uma coisa ao lado do que era suposto dizer, eu "bebo" as palavras dos meus professores e nunca mais me esqueço delas, porque quero melhorar e sair da Faculdade o mais próximo possível do correcto. Sei que isso só irá facilitar e muito a minha posterior aprendizagem na Ordem, no estágio e na vida em diante. 

Continuo a apoiar que as pessoas devem perseguir o sonho que ambicionam. Num país onde todas as portas estão fechadas, pelo menos que nos fechem a porta tendo nós na mão aquilo que mais amamos: a nossa vocação. Porque uma pessoa para trabalhar bem precisa de 40% de competência e 60% de amor por aquilo que faz. 


E, sejamos sinceros, quem não adora chegar ao final do mês e ganhar por fazer aquilo que gosta? 


Mal posso esperar por ser a melhor amiga da minha bata!

APP || Emojis no Android


Uma das maiores "facadas" para os donos dos androids é não terem aqueles bonequinhos fabulosos do Iphone que são tão pindericos quanto necessários para tornar as conversas ainda mais divertidas. Durante muito tempo só podíamos usufruir desses bonecos através do Facebook Messenger ou WhatsApp ou Viber, o que era uma tremenda seca porque não é uma sms e tinha de ser sempre utilizado com internet.

Graças aos meus amigos exploradores, conseguimos colmatar essa terrível falha e contornámos o problema através de duas formas: Go Sms Pro ou Handcent SMS. Eu vou falar-vos da que uso, Handcent SMS, mas o discurso é exactamente igual para a Go Sms, são a mesmíssima coisa.

A Handcent SMS é uma aplicação que permite que acedam às vossas sms e que resolve o problema dos emojis. Permite que não só visualizem os emoticons que vos enviam, como também vos permite enviá-los. Os emojis são exactamente iguais aos do Iphone e qualquer pessoa que tenha Iphone ou um android com um aplicativo que permita a sua visualização, pode ver sem problema.

As vantagens desta aplicação é que podem utiliza-la sem internet (ou seja, podem usar a bonecada toda na mesma), as mensagens que enviam através da aplicação vão sempre aparecer na caixa de mensagens do telemóvel (e não interfere numa qualquer tarifa onde estejam inseridos) e ainda têm uns trezentos ziliões de temas para mudarem os fundos ou o design das conversas como preferirem, inclusive podem ter a caixa de conversa como a de um Iphone, o tema e cores iguais.

É positivo para aquele vosso amigo que tem Iphone e esquece que vocês não conseguem ver a carrada de bonecos que vos quer mandar e é totalmente gratuita. Para quem gostar de preencher as mensagens com bonecos queridos, eis a melhor oportunidade de o fazerem! Eu confesso que gosto, especialmente aquele cocó sorridente (eu maléfica!)

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EVENTOS || Feliz dia da mulher!


E hoje é o dia das mulheres, dos sapatos altos, das birras inteligíveis para os homens, da TPM, da mãe, da filha, da que chega a casa às sete e ainda faz um jantar divinal e mete os miúdos a cheirar a cremes de bebé, depois da sua luta para os tirar do banho. Hoje é o dia da miúda que faz directas para passar no exame na Faculdade e daquela que está a enfrentar as primeiras palavras do vocabulário. Da que está prestes a ser finalista e da que ainda é caloira. Da que as rugas já lhe afectam o rosto, a dentição não acompanha o seu ritmo mas há sempre algo de jovem no seu sorriso, nas suas gargalhadas e no brilho do seu olhar. Da avó que dá sempre um chocolate e 10 euros para comprares uma pastilha. Da tia que te pergunta sempre como andam os namorados inexistentes e da prima com quem trocas alguns momentos e os almoços de família.
Hoje é o dia da que sai do trabalho e vai correr, para depois se produzir e ir ter com as amigas e também é o dia daquela que chega a casa e tem um namorado fantástico à sua espera, com um cão baboso ao lado.

Hoje o dia não tem preferências nem orientações nem carreiras nem nada que nos diferencie. Hoje o dia é de todas nós, guerreiras que ao final do mês levam com um tiro na barriga e uma vontade súbita de comer todo o universo. Hoje o dia é nosso! Feliz dia da mulher!

sexta-feira, 7 de março de 2014

LOVE ALWAYS, INÊS || É dia de sermos felizes!


Adoro estes miminhos que a página Girly Things agora está a fazer! Ontem foi o dia de as Marias serem felizes (até partilhei a imagem para a minha Madrinha de praxe que se chama Maria), e hoje é dia da Inês! 

Há mais alguma Inês por aqui? :)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Ser invisível


Se descobrissem que agora são invisíveis, qual seria a primeira coisa que fariam?
Respondam em anónimo, se quiserem.

Imagem | Des Taylor

terça-feira, 4 de março de 2014

EVENTOS || Até 2015, Carnaval!

Estive um bocado ausente do Bobby Pins nestes últimos dias, sendo o grande culpado, claro, o Carnaval de Torres. Ainda assim, tentei manter-me um pouco mais activa no Instagram sempre que podia, por isso, quem me segue, ainda pôde ir vendo alguns sinais de vida da minha pessoa!

E mais um Carnaval se passou. Não posso mentir e dizer que esta não é uma das épocas que mais gosto. Prefiro o Carnaval ao Natal, à Páscoa e se fosse no Verão... hum...
Desde sexta-feira que temos feito da Praça da Batata o nosso palco de festividade, seguido das ruelas à volta do castelo, saltando de bar em bar, conforme o "clima" que transparece e o nível de cheiro a cigarros (e outros que tais) no interior.
Os rapazes a rigor, com as melhores perucas e os vestidos mais ousados, sempre a acompanhar-nos e a impedir (mesmo de saltos altos e verniz nas unhas) que algum chico-esperto se queira meter connosco e nós, raparigas, a comer waffles dos mais mirabolantes sabores, vendo o corso passar e dançando para aquecer o corpo.

Para quem não tem (ou não me segue) no Instagram, aqui deixo algumas fotografias das máscaras que levei! Divirtam-se a ver os pormenores!